4 Jeitos de Gostar Mais do que Você Vê no Espelho

young woman looking into a mirror
Já te aconteceu de acordar pela manhã, se olhar no espelho e se achar horrorosa ou implicar especificamente com um parte do seu corpo?! Quem nunca, né?
A percepção que temos de nós mesmas pode mudar da água para o lodo rapidinho, assim como muda o nosso humor. Aliás, a percepção que temos sobre nós mesmas deriva do nosso humor, daquilo que sentimos e pensamos. Qualquer pessoa pode se ver as voltas com pensamentos negativos sobre o seu corpo, independente da sua forma, dos fatos reais, digamos.
É comum acharmos que, mudando nosso corpo, mudaremos como nos sentimos em relação a ele. Mas de verdade, a maneira de criar uma mudança positiva é ter mais consciência dos pensamentos que você tem sobre o seu corpo.

1 – Preste atenção ao pensamentos que você tem sobre o seu corpo.

Quando você notar que está se sentindo mal em relação ao seu corpo, preste atenção a cada pensamento que está surgindo, ao invés de deixá-los se acumular na sua mente e afetar o seu humor. A gente tem cerca de 30 a 40 mil pensamentos por dia e o tempo em que ficamos conscientes durante o dia não chega nem a 5%. Um erro que cometemos com maestria é nos identificarmos com os pensamentos, acompanhando cada um com um sentimento de certeza (isso tem a ver com o tom de voz com que falamos conosco internamente) e acreditando que são verdadeiros. Praticar exercícios de mindfulness (atenção plena) como a meditação, nos ajuda a reconhecer que os pensamentos (que rotulamos de ´bons´ ou ´ruins´) são apenas pensamentos. Assim como seu estômago produz um suco para você digerir o que come, a dupla mente/cérebro produz pensamentos e sentimentos para você entender/digerir o mundo e navegar por ele. Como a mente nem sempre é feliz em suas escolhas, não deixe seus pensamentos e sentimentos ditarem suas ações.
Uma forma de estar com a atenção plena é simplesmente observar seus pensamentos e assim, ganhar perspectiva sobre eles, ao invés de se afogar neles. Se a gente nota que está gerando pensamentos inúteis, pode escolher agir de forma diferente. Por exemplo, ao invés de decidir não ir a praia porque está gorda demais, cor-de-escritório demais, o-que-os-outros-vão-pensar de menos, você simplesmente vai se divertir no lugar que escolheu (talvez para dar um mergulho, papear com os amigos, olhar o mar e sentir sua brisa, cavar buracos na areia ou fazer um castelo nela, ou tudo isso junto).
Observe seus pensamentos sem julgá-los (por um rótulo de ´bom´ ou ´mal´). Quando vier um pensamento improdutivo (´negativo´) sobre o seu corpo, ao invés de tentar eliminá-lo, apenas o reconheça como um pensamento e deixe-o ir. Quanto menos você se envolver com seus pensamentos negativos, mais fracos eles ficarão e logo irão embora.

2 – Pergunte a si mesma o que mais pode estar te incomodando.

Culturalmente, estamos condicionadas a projetar para o nosso corpo os sentimentos de vulnerabilidade, inadequação e fracasso que temos. É mais fácil focar nos quadris largos demais, na testa grande de mais, nos seios pequenos demais do que no parceiro que não te dá atenção, no chefe que não te reconhece. Quando se perceber tendo pensamentos negativos sobre o seu corpo, perceba também o que pode ter engatilhado estes pensamentos. Exemplo: imagine que você vai apresentar um projeto importante para os diretores da sua empresa e está nervosa porque não sabe se comprarão a ideia ou gostarão dos resultados apresentados. Seu crítico interno, aquela vozinha linha dura que você tem na mente, começa a te bombardear de pensamentos sobre os seus ´defeitos´.
Simplesmente observe seus pensamentos e busque entender de onde estão vindo. Reconheça as causas do seu estresse negativo e busque uma solução para elas.

3 – Pratique a gratidão.

Gratidão é atenção plena ao presente, aceitando e apreciando o que há no momento. Praticá-la é uma forma simples e poderosa de mudar sua perspectiva para o positivo.
Quando estiver lutando com a sua autoimagem, faça uma lista das coisas pelas quais você é grata do seu corpo poder fazer por você. Exemplos:
  • ´Sou grata por ter pés e pernas que me permitem andar.´
  • ´Sou grata pela minha voz que me permite comunicar o que eu preciso.´
  • ´Sou grata por ter pulmões que me permitem respirar e estar viva.´
A sua listinha de gratidão também pode incluir coisas da sua vida que nada tenham a ver com seu corpo. Só de lembrar das coisas boas na sua vida, você já muda o foco do seu pensamento e consequentemente, muda seus sentimentos.
Quanto mais você treinar a sua mente para pensar o que você determina, mais fácil será desapegar-se dos pensamentos da voz do seu crítico interno.

4 – Pratique a autocompaixão.

Frequentemente, falamos com nós mesmas de um jeito severo com o qual jamais falaríamos com a pessoa que mais amamos. Isso foi algo que ficou bem nítido para mim depois que tive minha filha.
Pratique falar com você mesma de uma forma carinhosa e se cuide. Trate a si mesma como a pessoa que você mais amapor que no final das contas, você é a única pessoa com quem vai ter de conviver por toda a sua vida, o tempo todo. E fica bem mais difícil tratar bem as outras pessoas, ter mais compaixão e tolerância com elas se você só se chicoteia.
Por muitos anos eu saía da sala de terapia muito p… da vida porque ouvia do meu terapeuta (de todos os que frequentei durante 10 anos): ´você precisa se amar´. ‘ Como cac….?´ depois de muita pesquisa, aqui vão alguns exemplos:
  • Olhe-se no espelho pela manhã, independente de como você esteja se sentindo, e diga algo positivo sobre você e de forma bem humorada. No mínimo, você vai terminar o exercício rindo e se sentindo bem. Exemplo: ´Caramba, como você tá linda hoje! Quando você sair na rua hoje, os outros vão ter sorte de te ver, heim?!´ E se você está pensando que isso é ridículo e inútil, pensa o seguinte: Quais os resultados que você tem se autoflagelando com pensamentos negativos e maldosos a seu respeito? Experimenta fazer este exercício por uma semana e veja o que acontece. Você estará reprogramando a sua mente para ter um novo olhar para si mesma. depois me conta no meu inbox como foi para você.
  • Faça algo que você gosta. Trate-se bem. E isso é tão simples. Do que você gosta? Um banho de banheiro a lus de velas aromatizadas? Ouvir música recostada no sofá? Ir ao cinema? Papear e rir ´cas amiga´?
Não importa a forma do seu corpo. O importante é a imagem mental que você forma dele. E essa imagem depende da sua saúde mental. Além do mais, você é muito mais que seu corpo, né? Viver com propósito te traz plenitude, te conecta com algo bem maior que você. O mundo te espera. A vida te espera. Sai da frente do espelho!
Um beijo no seu coração,
Viviane Delvaux

4 PASSOS PARA FAZER AS PAZES COM O CORPO E A COMIDA

Acabei de escrever para uma cliente alguns passos valiosos para estar em paz com seu corpo e a comida e resolvi compartilhar com você. São os passos fundamentais da alimentação intuitiva, um método antidieta que só resulta em autoestima saudável e reconexão com sua essência.

1 – Coma apenas quando tiver fome física (quando aparece aquela sensação de incômodo da fome, tipo estômago roncando ou doendo um pouco)

2 – Pare de comer quando tiver saciada (e não cheia)

3 – Coma o que acha que QUER comer e não o que acha que DEVE. Isso é um tapa na cara pra nós que sofremos com no cabo de guerra entre dietas e guloseimas. Neste momento, vá ouvir seu organismo, menina! Nutrição é muito importante, mas vem num segundo estágio, quando você já se ouviu bastante e já se sente conectada com os sinais do seu corpo. .MInha experiência com isso é que as comidas saudáveis vão ficar mais apelativas a medida que você se reconecta com as necessidades do seu corpo. Nenhum corpo ama se entupir de açúcar e gordura.

4 – Quando comer, esteja presente. Coma com os cinco sentidos. Atenção plena ao que come. Nada de celular, ambiente/pessoas/assuntos estressantes ou desagradáveis.

Isso vai fazer uma imensa diferença. O resultado é paz com seu corpo e a comida.

Você passará a saber quando está com fome emocional, aquela que aparece quando você só quer mesmo mudar seu estado emocional e se anestesia comendo. O desafio vai ser lidar com sua ansiedade, tédio, ressentimento ou outras coisas que você vai identificar aí dentro. Aliás, é muito importante dar nome aos bois. Quando sentir fome, se perceber que é emocional se pergunte o que está sentindo.

Você vai errar no começo. E tudo bem. Porque de verdade, não existe erro. Existe feedback. Aprenda com o resultado. Pôs pouco no prato e ficou com fome? Comeu demais? Você está re-conhecendo seu corpo.

Se puder, compre roupas que cabem em você agora e com as quais você se sinta bem. Jogue fora/doe/venda as que não te servem mais. E nada de guardar para quando emagrecer! Isso é prender-se no passado.

Vamos olhar mais para nós mesmas com aceitação e apreciação?

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